7 de fevereiro de 2011

Até breve, casa.


Há dois anos venho tentando aprender a me despedir de casa, de Itaperuna, dos meus, dos meus amigos, da igreja, dos lanches à tarde, das visitas em casa, das risadas nos restaurantes, das caminhadas, dos dias, das cartas entregues na minha mão, dos gestos, das coisas incríveis que aqui acontecem, mas nunca, nunca consigo aprender. Sempre, Sempre é o mesmo nó na garganta antes de voltar. Dói! Dói de verdade. Dói não saber quando voltar, não saber se você está perdendo muito e ganhando pouco... Dói sentir saudade. É tanta saudade...
Dói reconhecer que às vezes eu caio e, que às vezes (na verdade muitas vezes), tenho de levantar sozinha. Por minha própria conta. Dói saber que em “casa” é bem mais fácil, mas escolhi o mais difícil. E o difícil também dói. Eu fico esperando com ansiedade o dia de voltar. Parece que aqui o meu coração fica mais leve. Mais alegre! Eu amo tudo, TUDO o que tenho aqui. Citar cada nome vai dar uma lista enorme. Citar cada dia, cada conversa, cada experiência vai dar uma lista maior ainda. Tudo isso aqui é minha herança. Obrigada Deus, por eu ter sempre, sempre este lugar maravilhoso para voltar e reconhecer que é meu.

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